quarta-feira, 27 de junho de 2018

Eis a lógica da amizade..., por Joyce Gomes


Eis a lógica da amizade...

O sentimento é algo confuso de se compreender.

A pessoa liga, a outra não atende.

A pessoa manda mensagem e a outra não responde.

E isso se torna um ciclo vicioso.

Onde, na cabeça da segunda pessoa, acha que é perseguição.

E na mente da primeira, falta de compreensão.

Então, a primeira pessoa se pergunta “por que tem que ser assim?

E a segunda só diz “é amizade, nada mais”.

Mas, em outros tempos, (sabendo que a amizade existiu durante uns 15 anos),” pensa a primeira pessoa, “muitas conversas, momentos alegres e descontraídos, papos infundados, discurso sobre tudo, mas agora nada mais. O que mudou?

E a segunda pessoa pensa “é perseguição”.

E a primeira pessoa pensa “gosto tanto dela. Gosto da companhia dela. Quero contar as coisas que me acontecem, dividir pensamentos, sentimentos, gostos, refletir sobre tudo e nada”.

E a segunda pensa “continuo sendo perseguida”.

E a primeira pessoa reflete “não devo estar sendo legal, pois essa pessoa que se diz minha amiga, foge de mim, sendo que nunca ameacei, nem prejudiquei, diferente de seu ex-relacionamento... E essa ex-pessoa foi perdoada e eu sendo denegrida, pisoteada sendo apenas amiga”.

E a segunda pessoa continua com o pensamento obsessivo “estou sendo perseguida!


Joyce C. L. Gomes

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Joyce Cristina Leme Gomes
Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC) e em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Foi voluntária, de 2011 a 2013, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Recebeu convite e teve 10 poemas publicados na coletânea “Palavra é Arte”, da Cultura Editorial (2014). Atualmente desenvolve os blogs Anderson BorgesBalcão da ArteGuitarra Flutuante e Joyce Gomes: Professora e Publicitária.

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domingo, 17 de junho de 2018

Anthuérpia de Assunção Ramires, por Claudio Domingos Fernandes

Anthuérpia de Assunção Ramires, a terceira e a mais longeva das doze filhas de coronel Ramires, passou em seus aposentos a maior parte de sua fugaz existência. Tia a assistiu em seus últimos anos e, com vó, fazia-lhe unguentos, banhos e rezas para lhe tirar quebranto. Certa vez as acompanhei. Castigo por espiar as formas de prima por entre frestas e buracos de fechadura...

A menina era magríssima, olhos desalentados, esbugalhados, a pele pálida de veias esverdeazuladas, cabelos corrediços esbranquecidos, a voz lhe sumia entre tosses e o sangue que cuspia numa vasilha de prata. Deixei-a aturdido, com uma forma de angústia que me rodeia até hoje. Seu passar foi um acontecimento no arraial. Coronel mandou trazer ataúde da cidade todo forrado em cetim, encomendou vestido de noiva a Dona Zé, e exigiu os ofícios presididos pelo bispo em pessoa.

Preparava-me para as confissões. Apareceu-me com sua figura pálida no vestido de noiva. Creio que cheguei ao tom de sua palidez. Por um instante o coração pareceu-me não responder, suei e molhei-me todo. Ela sorriu-me um sorriso sem brilho, os olhos esbugalhados envolviam-me. Sussurrou em meus ouvidos sua voz fugidia: “não há lugar para mim em parte alguma, nem na morte”...

Deixei a igreja vertiginoso. Fiquei dias abismado. Vó recorreu às suas rezas e quebrantos. Depois de um período longo de mudez, expliquei a tia o acontecido. Tia mandou rezar missa para as almas do purgatório. Nunca mais soube o que é dormir sem sobressaltos. 

De repente, voltando da caminhada matinal, resolvi sentar próximo ao lago, debaixo de uma mangueira, e acompanhar o nado descompromissado de um grupo de patos: “Enterraram-me viva”, senti aquela voz característica sussurrando em meus ouvidos. Fiquei atônito, subiu-me um calafrio, desfaleci. Acordei no pronto socorro.

Enquanto espero ser liberado, folheio o Correio de São João de Curvelo, que entre outras curiosidades informa: “durante a exumação de uma antiga filha da cidade, pertencente à família dos Ramires, notou-se que a posição do corpo não correspondia à posição original, como se o mesmo tivesse se movido”. Telefono imediatamente para tia: “A bença tia! Como é mesmo aquela oração pras almas do purgatório?”

Claudio Domingos Fernandes

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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". Facebook: Claudio Domingos Fernandes

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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Poesia: Amor irreal, por Magno Oliveira

Onde foi que aconteceu?
Não sei.
Quando comecei a te amar?
Lembro que estava eu
Sonhando com você chegar...
Queria que você pudesse ver,
Em meu olhar
A cada instante você mudar meu viver.
Fiquei parado no ponto, esperando o ponto de ir ao seu encontro,
Mas não sei me expressar,
Não soube lhe falar,
De sua beleza rara,
Não fui objetivo, não foi uma maneira clara.
O tempo passou e você também.
O sonho continua. Quero ser teu.
O sonho meu,
É tornar este amor real expulsando-o de mim para que ele possa ser seu.

Magno Oliveira

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Nascido em Santa Isabel, interior paulista, no ano de 1992. É estudante de jornalismo, administra 3 blogs: Folhetim Cultural, Folhetim Esportivo Poeta Magno Oliveira. Já teve poesias publicadas em jornais, revistas digitais, sites e blogs. Em 2012 poesia Heroico Sorriso foi publicada num livro. Facebook: Magno Oliveira.

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