segunda-feira, 11 de março de 2019

A Saudade e o Delírio, por Cairo Pereira



A saudade que eu sinto em meu ser
é delírio, é canção, é poesia,
é feérica linda, é magia
que me encanta no torvo viver;
é a lembrança que eu sinto em rever,
na memória que insiste em mostrar
a alegria vivida ao luar,
na meiguice com meu doce amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Eu relembro das noites de inverno
em que a flor me afagava no rosto:
eu deitado ao seu lado, em meu posto,
me esquecia do lúgubre inverno.
E vivia na noite à falerno
sedutor, no prazer desse amar.
Como pássaro ledo ao cantar
à tardinha, ao final do labor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Quando eu ouço as canções dos momentos
em que estávamos ledos assaz
sobre o tálamo quente que apraz...
Eu viajo com meus pensamentos;
e, até hoje os fatais sentimentos
que navegam cismando no ar
não trafegam sem eu prantear
de queixume, por não ter amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

E nos transes sofridos da vida
em que eu perco a razão, a alegria;
em que eu sinto a feral nostalgia
que é causada em cruel despedida,
a minh' alma se torna abatida
com saudade das ondas do mar
e das conchas que eu ia pegar,
com os risos da mais bela flor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Eu nem quero fazer mil rodeios,
escondendo esta minha tristeza,
ao lembrar da formosa princesa
que fazia comigo passeios,
me levando em arpejos e enleios
ao clarão do farol sobre o mar,
planejando um futuro e um bom lar,
recheados com júbilo e amor.
Ó, saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

E, hoje, morro de pura saudade,
aos arpejos da triste canção
que encarcera o meu bom coração
que suplica: "- Me dê caridade!"
Mesmo só, sem fanal, equidade...
Dou louvores à dama que está
recebendo este meu poetar,
altruísmo de um vil sofredor.
Ó saudade que canto com dor,
no delírio do meu versejar!

Cairo Pereira

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É paulistano nascido no Ipiranga. Fotógrafo profissional, formado pela UNIP Tatuapé (SP) 2015. Casado e tem três filhos. Possui 9 livros inéditos de poesia. Teve poemas publicados na IV Antologia Poética do Novo Milênio e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta (em Poá), sob a orientação de William Ferro. Gráfico com cursos no SENAI Theobaldo Di Nigris, em São Paulo. Atualmente trabalha no ramo da fotografia e desenvolve o blogCom Sabor de Trufas (poesia) e Cairo Estúdio Foto porque ama arte. Sua poesia também pode ser encontrada no Recanto das Letras: Cairo Pereira. Suas fotografias estão em redes sociais, como sua página no Facebook Cairo Estúdio e Foto e em seu Facebook Cairo Pereira.

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terça-feira, 5 de março de 2019

Caricato Cidadão, por Claudio Domingos Fernandes




Ô caricato cidadão, preste bem a atenção
Não é bobeira, não
Você excreta asneiras, dia sim dia não
Teu racismo, teu machismo, teu homofobismo
É excreção, não é opinião

Ô caricato cidadão, você não é de bem não
Sai um pouco da rede,
Abre um bom livro,
Deixe de ser burro,
Seguir youtuber
Vai estudar, meu irmão!

Ô caricato cidadão, não é mimimi não
Você excreta asneira, dia sim dia não
Tua excrescência não é opinião
É tua imagem bosta,
Pode crer meu irmão

Ô caricato cidadão, você não é de bem não
De bem você não é, caricato cidadão
Você é sua excreção, tornada opinião
Sua excreção, tornada opinião


Claudio Domingos Fernandes

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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". Facebook: Claudio Domingos Fernandes

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Fotografia: Linha de Trem de Sabaúna

Em outros tempos, também costumávamos andar na linha de trem, mas em César... Naquela época, não existiam paredes dividindo a linha do resto do bairro. Que saudades da infância! #estaçãosabaúna#linhaferrea #sabaúna

Fotografia: Joyce Gomes


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