domingo, 15 de outubro de 2017

Solitude Highway, por Assores

Recebemos o contato de Assores (pseudônimo do escritor) há algum tempo. Mostrou-nos a sua página "Contos do Fim do Mundo". Postaremos aqui um dos seus poemas.

E você, gostaria de nos mostrar a sua composição, pintura, poema...? 
Envie para o nosso e-mail balcaoarte@gmail.com

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Solitude Highway

Ao me sentar e acariciar as teclas eu escrevo aos meus desejos e à estúpida esperança; respondo desnecessariamente as perguntas feitas por Ninguém ...

Eu quero.
Quero a perda da memória latejante
As lembranças insanas que inflam o ego
Desejo a testa na testa e a respiração quente
A mão que corre e se esconde mas retorna
Aquele abraço pesado que desconfigura a postura
E o riso inédito do reencontro rotineiro
Quero a companhia do silêncio, mas ao falar sei da presença,
Daquela que torna tudo em fogo e fogo em desejo
Das tortas palavras aos gestos tenazes
Das lágrimas que secam o rio ao beijo que suga a vida do meu corpo

Eu espero.
Espero ser mais de mim e muito menos você
E poder e querer viajar em outros caminhos
Sem ter na visão as placas que indicam tua presença
Preciso das longas caminhadas sinceras;
Daquelas onde eu era de verdade o suficiente comigo
E as tragadas-beijos no meu único e presente deus-vício
Quero a companhia do silêncio e silenciar a vontade
Daquilo que há muito se fez ausente, contudo presente em mim
Dos dias preguiçosos e suaves
Das lágrimas derramadas em drama teatral ao violento fogaréu-desejo

Ao me levantar depois de surrar as teclas eu desejo o que há muito estupidamente desejo em vão; que estas sejam as últimas palavras escritas a Alguém.

Assores

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Balcão da Arte 
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