sábado, 16 de setembro de 2017

Sobre a Arte, por Claudio Domingos Fernandes


“A arte se passa despercebida é apenas mercadoria a ser consumida” (Rodner Lúcio)
“A arte incomoda, quando nos faz questões, cujas respostas sabemos e das quais temos medo” (Euripedes dos Santos)

A arte é representação do imaginário, do simbólico, do real. É algo do representado, mas não o representado. Envolve saberes, habilidades, técnicas, sentimentos, sensibilidade, sensações, emoções, paixões, desejos e razões. Envolve a memória, a imaginação, a intuição, a reflexão. É dramática, é cômica, irônica, sarcástica, cínica. É plástica, é performática, é sensual, é erótica, é obscena, pornográfica, amoral. É didática, reflexiva, provocativa, combativa, libertina, libertaria, religiosa, mundana e política. Exprime o sublime, o grotesco, o sagrado: divino-diabólico, e o humano, demasiado humano: suas errâncias, suas desmedidas, suas paixões e desabores, a aventura e as desventuras de seu desenvolvimento. A arte desestabiliza, incomoda, desconforta, confronta, desaponta, estarrece. Também diverte, alegra, emociona, conforta, informa, forma, liberta. Cabe muita coisa à arte, gostemos ou não gostemos, só não cabe o fomento ao ódio e à violência.

Claudio Domingos Fernandes

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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br

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