domingo, 24 de setembro de 2017

Poesia: Arma, por Cairo Pereira

 

Iguais a facas afiadas
são tuas palavras cortantes,
laceram o meu coração.

Amputas a minha alma
com o teu egocentrismo
que não deixa espaço para o amor;
e o perdão passa distante
como um mero viajante
errante,
trafegando a depressão.

Calado,
fecho os meus olhos
e, silente parto:
parto ao meio meu sentimento
sofrendo dor de parto
sem retrucar,
inofensivo tal qual pombo
ante a multidão.

Que a idade me mostrou,
justa ciência do Tempo,
que as palavras têm
o poder da Vida e da Morte.


Cairo Pereira
31/03/2012


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É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia Poética e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.

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