quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Música: Favela Brasil, por Luciano Trindad


O Grande Mestre Bezerra da Silva em uma de suas obras disse que "Para tirar o Brasil dessa baderna, só quando o Morcego doar sangue e o ser folclórico Saci Perere cruzar as Pernas" fatos um pouco difíceis de se realizar. Mas existe uma solução para esse dilema, quando a classe subjugada se reunir em prol de uma Justiça Ética, Justiça que distribui a renda de maneira mais eficaz, que constrói escolas e fecha presídios, por médicos nos hospitais e policiais melhores remunerados e valorizados etc. Somente quando esse povo trabalhador se unir e clamar, gritar, se indignar e ir as ruas lutar por uma sociedade mais justa, que acolhe a mulher, o negro, o homossexual, a criança e o idoso e que conseguiremos viver com um pouco mais de dignidade.

"Favela Brasil" é o titulo dessa composição que retrata de forma direta e poética a minha indignação e também indignação desse povo que sofre por uma minoria que se juga a maioria e torna a vida do cidadão muito mais difícil.

"Favela Brasil" 
(Luciano Trindad)

Quem foi que viu
Na Favela Brasil
A Justiça prender um inocente
Uma mídia que faz meliante ser exemplo de herói
Quem foi que viu
Na Favela Brasil
Um guerreiro que honrou sua farda
Alvejado, caído na vala
Sem ninguém perceber
Quem foimque viu
Ou fingiu não se a perceber
Que os bens que adquire com sua ganância
Apaga dos olhos qualquer esperança
Desse povo que chora
E pra sobreviver
Se sujeita a qualquer desafio
Sua Força Vital põe a venda
E com a venda nos olhos
Não vê a migalha que é sua Renda

Não dá para esperar ver o saci cruzar as pernas
Se a gente não se levantar
Tá decretado é Morte eterna
Quando o povo tomar consciência
Que unidos não há resistência
Desatar os olhos da Justiça
E acabar com toda essa imundícia
Essa corja que está no congresso
Se sentindo um Rei

Como pode uma minoria
Nem notar essa gente sofrida
Vamos logo Soltar as amarras
Vamos logo Que o Tempo Não pára

Vamos logo mudar
E fazer o Brasil melhorar
Vamos logo mudar
Quero toda criança na escola
Vamos logo mudar
Destruir as raízes
E os frutos amargos que trazem discórdia

No solo desta Pátria
Vi muita mãe Gentil
Chorar
Ao ver tão prematuro
O sonho de seu filho
Se findar

Repentinamente, abruptamente
De súbito ao Luto
Ao Luto

Enquanto este povo não se levantar, o que nos resta é o Luto. Ou Luta, ou Luto.
Ou Luto, ou Luto. Fora corruptos.

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