sábado, 20 de fevereiro de 2016

Leopoldo, por Cláudio Domingos Fernandes


Eu tenho um amigo fantasma, Leopoldo, dado a entender da natureza humana. Diz ele ter trabalhado na corte de Dom Pedro II, como mordomo deste. Ele costuma dizer que para executar certas atividades em determinadas profissões se requer pessoas ou muito ingênuas, ou muito ambiciosas, ou muito cretinas, sem caráter algum. Daí ele deriva que há pessoas muito ambiciosas, mas ingênuas; muito ambiciosas e cretinas. “A essa última categoria, diz Leopoldo, pertence as pessoas inescrupulosas”. Dia desses, perguntei-lhe a respeito dos profissionais de imprensa, para além das empresas que trabalham, envolvidos nos imbróglios de FHC, como ele os classifica? “Meu caro, quem confia em algo que foi criado para iludir ou é ingênuo ou muito imbecil, mas quem produz a ilusão, não sendo mágico, é uma pessoa muito mal caráter. Algumas até ambiciosas. É o sangue delas que sustenta os organismos em que trabalham.” Leopoldo é um fantasma de posições muito radical.


Claudio Domingos Fernandes


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Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br


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