sexta-feira, 3 de julho de 2015

Garoto, por Claudio Domingos Fernandes














Garoto,
Não tenho medo de teus olhos furiosos
Não tenho medo de tua voz ameaçadora
Não tenho medo de teus punhos cerrados
Não tenho medo deste metal frio
Que prolonga teu braço
Garoto,
Eu tenho medo é dos indiferentes
E dos que te explicam com números
E tabelas
Dos que fazem de ti um índice no IBOPE
Garoto,
De ti não tenho medo
Mesmo que me rasgue o peito
És mais vítima do que eu
Garoto, o que me assusta e arrepia a alma
São os que ocupam as Assembleias e os Palácios
E fazem das tribunas e dos púlpitos negócio privado
E resolvem o teu caso
Nas páginas amarelas ou
À noite, no Fantástico.

Claudio Domingos Fernandes

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Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br

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