segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ser invisível, por Joyce Gomes

A tristeza bate e leva embora qualquer suspiro de alegria. Muitas pessoas ao redor. Movimentos de carro subindo ou descendo a avenida. Passo ante passo direcionando para algum lugar, buscando a superação desse sentimento negativo. O presencial se torna invisível e ninguém repara, ninguém nota. A indiferença se faz presente, mas um presente desagradável. A vontade de gritar, implorando para que alguém note. Mas nada é notado, tudo continua como está e o sentimento se perde na escuridão. Sentimentos repetitivos. A negação do prazer. A negação do conhecimento. As pessoas não observam, somos invisíveis. 

Tempos diferentes, pessoas distintas e a rejeição igual. Esperamos ouvir alguém perguntando como nós estamos. Uma esperança em vão e a única coisa encontrada é papos aleatórios e a sensação de um “eu” transparente, incoerente... E o pensamento consciente relutante clama por uma fuga. Mas, nessas horas, o invisível se torna concreto e quem pouco se importou rotula o fugitivo como grosseiro e nada sociável. 

O que se fazer diante uma situação que teima em acontecer? Quem culpar? Como deixar de ser invisível? 

Tenta-se agradar, tenta-se afastar, tenta-se ser amigo... Mas a vontade incoerente de gritar predomina: “Estou aqui! Você não vê?” Mas não, saímos calados, com fisionomias tristes questionando-nos se alguém observou aquilo que sentimos. Depois de algum tempo descobrimos que ninguém nem fez a questão de perceber. E a revolta continua internamente. Precisamos fugir para algum lugar onde não sejamos mais invisíveis. Necessitamos lutar contra a invisibilidade incoerente para levar alegria para algum lugar humano. Devemos gritar incansavelmente “Pare de nos ignorar! Estamos aqui!”



Joyce C.L. Gomes
20/12/2014


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Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC) e em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Foi voluntária, de 2011 a 2013, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Recebeu convite e teve 10 poemas publicados na coletânea “Palavra é Arte”, da Cultura Editorial (2014). Atualmente desenvolve os blogs Anderson Borges, Balcão da Arte, Guitarra Flutuante e Joyce Gomes: Professora e Publicitária.

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