segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Canto de Alforria, por Cairo Pereira














Eu canto a tristeza de noites sombrias
nos dias funestos sem glória ou amor
os quais passam sempre arrastados, tristonhos,
sem vida, sem lume ou aurora e sem cor.

Eu canto a tristeza de forma brilhante;
e todos veneram a minha pungência
falada com arte nos versos que canto,
co’a dor e co’o pranto da minha demência.

Eu canto a tristeza com gosto doente:
Se a lágrima cai não me importo jamais!
Pois tudo que vale é o intenso momento:
Os bons, os ruins, ilusórios, reais...

Eu canto a tristeza com todo o vigor
em minhas poesias de versos senis.
Não falem, não julguem, meus caros leitores,
que ao fim da canção fico sempre feliz.

Cairo Pereira


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É paulistano e vive em Poá (SP). Possui 9 livros inéditos de poesia e 2 romances eróticos. Teve poemas publicados em Antologia e no Boletim Salesiano de 2005. Além disso, em 2003, ficou em terceiro lugar em um concurso de poesia de Ferraz de Vasconcelos (SP). Participou da oficina de Fotografia realizada pelo Instituto de Formação Augusto Boal (IFAB), tendo o apoio da Associação Cultural Opereta, sob a orientação de William Ferro Atualmente está cursando Fotografia na Universidade Paulista (UNIP). E desenvolve o blog Com Sabor de Trufas. Facebook: Cairo Pereira.

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