domingo, 11 de junho de 2017

Sem título, por Joyce Gomes



Minuto a minuto, o instante se passa, nova bomba é jogada. Fulano de tal rouba dinheiro. Ciclano de tal é bandido. Explosões de casos sucedidos. Momento insanidade. Falta aqui, ali... E o dinheiro para as crianças? Quem vai dar? Os pais sendo dispensados. As mães procurando trabalhos. Ninguém ganhando nada. E as crianças a Deus dará.

Saúde, transportes urbanos, assistência social e cultura abandonados. Exploração declarada. Assaltos a mão armada. Educação devastada. Situações desagradáveis bem degradadas. 

Cala a boca! Vamos agir! Juntos somos muitos, separados ninguém! Juntos queremos melhorias, não quinquilharias! Reforma na Política! Queremos diretas e não emendas!



Joyce C. L. Gomes
28/05/2017

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Professora da Rede de Ensino de Poá, Graduada em Letras (UBC) e em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UMC). Conquista da Menção Honrosa e de Prêmios com o grupo Vibe Comunicação na UMC: Relatório Acadêmico "Do Fusca ao New Beetle: Trajetória de Campanhas (Menção Honrosa - 2009)"; Painel, Relatório e Campanha Alternativa "Marketing Esportivo no Futebol" (Prêmio Excelência - 2010); Painel e Campanha Publicitária "Associação Cultural Opereta" (Prêmio Excelência - 2011). Participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UMC) com a pesquisa "Trajetória de campanhas do Fusca e o seu impacto sobre o consumidor" (2010/2011). Foi voluntária, de 2011 a 2013, como Secretária na Diretoria Executiva, bem como na Comunicação da Instituição Cultural Sem Fins Lucrativos Associação Cultural Opereta. Conquista do Prêmio (2011) e da Menção Honrosa (2012) no 7º e 8º Prêmio Mogi News/ Chevrolet de Responsabilidade Social com o Projeto "Passos da Paixão", da Associação Cultural Opereta. Recebeu convite e teve 10 poemas publicados na coletânea “Palavra é Arte”, da Cultura Editorial (2014). Atualmente desenvolve os blogs Anderson Borges,Balcão da Arte, Guitarra Flutuante e Joyce Gomes: Professora e Publicitária.

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sábado, 15 de abril de 2017

A cruz que eu carrego está vazia. O que nela jazia Ressuscitou!, por Claudio Domingos Fernandes



À Produção e ao Elenco de Passos da Paixão 2017

O Passos da Paixão 2017 nos convidou a pensar nossas práticas pessoais em nosso cenário político cotidiano. “A cruz que você carrega”, lema-tema condutor de toda a trama que se construiu nos provoca uma resposta à pergunta: “E você, qual a sua cruz?”. À primeira vista, porque o Cristo disse que cada qual tem sua cruz, e os que o quiserem seguir deve estar ciente disso e de seu ultrajante sofrimento, acreditamos que somos, como o Cristo, vítimas, e nos colocamos a seu lado. Ao lado de Cristo também havia ladrões, mentirosos, traidores. Eu estou ao lado do Cristo. Mas em que condição? É uma pergunta que me faço sempre. Mas, enquanto produzimos o espetáculo, eu penso na cruz das ilusões do poder que conduz “homens de bem” a espoliar o trabalhador, o pobre, até o tornar miserável, no sentido econômico e no sentido moral, quando esse se espelha em seu algoz. Quando a Sagrada Escritura fala de pecadores, não fala de todos os homens, estes pecadores têm um rosto: são os doentes, os inválidos, os empobrecidos, as mulheres (viúvas, prostitutas, adulteras) os gentios (numa linguagem de hoje: os que não pactuam de minha fé), o estrangeiro, os presos sem condenação. Isto está explicito em Mateus, 25, 35-36. Todo o atroz sofrimento de Cristo, sua dor extenuante, sua agonizante morte é uma esperançosa denuncia. O Cristo carrega em sua dor a expectativa de que faremos dos pecadores de nosso tempo (basta apenas um pouco de sensibilidade social para os perceber) o motivo de nossa cruz. Todos os condenados pelos “homens de bem”, todos os que padecem “a ordem da Família, da Pátria e de Deus”, todos os que não se enquadram no conservadorismo tacanho patriarcal, compõem a cruz que o Cristo carrega. Uma pergunta fica: Quem produz a Cruz do Cristo? A agonia do Cristo atravessa a longa noite de nossa História que resiste à luz do terceiro dia. Tanto sofrimento não pode ser em vão. O silêncio de sua morte atroz nos imobiliza, entregamo-nos as incertezas de nossas ações, quanto mais lutamos contra os senhores do mundo, mais vitimas nos tornamos de suas sádicas injustiças, mais nos vemos extorquidos, alijados de nossas tão sempre incertas conquistas. A cruz do Cristo: os milhões de rostos desfigurados do CAPITALISMO, nos titubeia. Nossa fé (a minha não é religiosa) ousa dizer que não! A cruz do Cristo: os humildes humilhados, não comporta a grandeza do Cristo. O Cristo a esvazia de sentido, não é a arrogância disfarçada das elites em programas eleitorais que há de vencer. A longa noite de nossa história é só uma noite longa: Já a luz da ressurreição desponta e com ela a esperançosa mensagem do Cristo: “Ide e contai a João o que estais ouvindo e vendo: Os cegos enxergam, os mancos caminham, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as Boas Novas estão sendo pregadas aos pobres.” Os pobres hão de se levantar, hão de empunhar a luta, hão de tornar a cruz do Cristo, a cruz da vitória. A dor do Cristo é a dor de quem acredita em sua causa. E o Cristo que morre por nossos pecados acredita que os pecadores: os marginalizados, os expropriados, os extorquidos, os perseguidos, os aprisionados, hão de narrar uma nova história, em que todos hão de ter vida plena. Grato a todos que tornaram possível o Passos 2017. 
Sem nenhum direito a menos!!! FORA TEMER!!!

Claudio Domingos Fernandes



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Claudio Domingos Fernandes
Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Noite avançada, por Claudio Domingos Fernandes


Já é tarde
As cadeiras começam a ser recolhidas
As portas começam a baixarem
o moço das flores conta o rendimento
da noite
pedimos a conta
perdemos a noção do tempo
pedimos a possibilidade de
uma última dança
mas o vocalista da banda
já se retirou,
também o baterista
já se mostra indisposto
não insistimos
pagamos
saímos
já é tarde
mas o tempo não nos faz sentido
só nossos olhos uns no outro
nossas mãos entrelaçados
nossos lábios encontrados
sob um céu cinza
de lua apática
só nossas línguas enroscadas
tem sentido
tudo o mais se apaga
na noite avançada.

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Formado em Filosofia (Licenciatura), casado, dois filhos, trabalha na Secretaria de Educação de São Paulo, leciona Filosofia no Ensino Médio. Coordena Oficinas Culturais na Associação Cultural Opereta, onde ensina Italiano. É membro do conselho do Instituto de Formação Augusto Boal. É membro fundador da Associação Cultural Rastilho (A.CURA). Lançou "Vácuos Mundi" e "O Todo em Fragmentos". E-mail: cdomimgosfernandes@uol.com.br

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